A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Muitos usuários de drogas têm uma emoção doentiamente flutuante. Num momento são serenos, noutro são intensamente ansiosos.

Uma pessoa envolvida por estes sintomas, se não tiver um Eu bem-formado, pode estar mais predisposta ao uso de drogas, pois procura seus efeitos para aliviar a insatisfação, a ansiedade e a angústia geradas por ela.

As drogas acabam sendo utilizadas não apenas para tentar superar a solidão, mas também como facilitador social, para libertar da timidez e do medo de se expressar. Todavia, cria-se um artificialismo social, a dificuldade de debater ideias, de expor, e não impor, o pensamento.

Vejamos dois tipos básicos de dependência que as drogas lícitas e ilícitas provocam.

Dependência física: É a capacidade de uma droga de não apenas produzir efeito psicológico, mas participar do metabolismo do organismo a tal ponto que sua ausência produz uma síndrome de abstinência, caracterizada por delírios, alucinações, dores pelo corpo, diarreias, vômitos, cefaleia (dores de cabeça), alterações cardiovasculares, etc. A heroína e o álcool etílico são exemplos de drogas que produzem alta dependência física.

Dependência psicológica: É a capacidade de uma droga de produzir efeito psicológico intenso e rápido em uma pessoa, tendo, inclusive o poder de descolar a personalidade, levando-a a ser dependente, insegura e frágil, gerando uma atração intensa e irracional por ela, traduzida por uma rica sintomatologia: ansiedade, insônia, humor depressivo, emoção aflitiva, irritabilidade, angústia, dentre outras.

Nunca devemos nos esquecer de que toda droga que produz dependência física produz também dependência psicológica. Mas nem toda aquela que produz dependência psicológica produz dependência física.